Casamento em Bora Bora – Polinésia Francesa

Pegando a carona do Casamento Real e aproveitando todo esse clima love is in the air dessas últimas semanas, vou postar sobre a cerimônia de meu casamento em Bora Bora – Polinésia Francesa

Essa história de ir pra Polinésia começou, como comentei anteriormente, com um calendário onde havia a foto de bangalô sobre as águas e ficou ainda mais forte quando por coincidência o Elliot comprou um DVD sobre ilhas exóticas. A primeira reportagem do documentário mostrava um casal que havia se casado na Austrália e estavam em lua de mel, renovando seus votos conforme o “ritual” polinésio.

Bangalô sobre as águas

Aquilo simplesmente saltou sobre meus olhos, como se estivesse em 3D: Era tudo o que eu sempre quis!!!! A verdade é que jamais me imaginei preparando um casamento, festa, entrando em uma igreja lotada… talvez por meu pai ter morrido, eu ainda muito jovem, aquilo tudo deixaria uma lacuna que eu não queria enfrentar…

Imaginamos que tudo pudesse ser muito fora de nosso alcance financeiramente falando, mas decidimos pesquisar. Em um primeiro momento pareceu mesmo bastante caro, mas em se tratando de um casamento/lua de mel, estava dentro, e mais uma vez, graças a nosso constante planejamento financeiro.

Nos propusemos um prazo de 2 anos onde pesquisaríamos tudo e guardaríamos dinheiro. Foi a conta certinha, fechamos um pacote com a http://kangarootours.com.br/ com quase todo nosso roteiro na Polinésia e incluimos a cerimônia no Hotel LeMeridien em Bora Bora.

Le Meridien Bora Bora

No segundo dia de nossa hospedagem, 18/07/08, era o grande dia: Por volta de 16h estavamos no bangalô aguardando os preparativos, conforme combinado com o hostess. Estava tomando uma Hinano na sacada quando percebo uma canoa enfeitada de flores se aproximando! Gelei! Chegara a hora! Logo bateram à porta, as dançarinas e o fotógrafo estavam ali para nos arrumar com as vestes apropriadas e nos encaminhar para o local da cerimônia.

Tiramos umas fotos ali no bangalô mesmo, o Elliot foi na canoa e eu levada pela praia sobre uma cadeira em meio a todos os hóspedes ali presentes. Foi uma emoção! Quando fechamos esse casamento, o roteiro dizia que a cerimônia seria em uma praia reservada, então imaginávamos que não haveria convidados, que tudo seria bem privativo, mas não, foi em meio a todos mesmo.

Casamento Polinésio

Foi uma correria entre os hóspedes, um tal de pega máquina, pega filmadora, ninguém sabia o que estava acontecendo, de repente ouve-se um som de concha (eles sopram em uma concha enorme e o som é como se fosse um berrante de cowboy), o cortejo de dançarinas caminhando, uma moça (eu) sobre uma cadeira, um rapaz vindo pelo mar, ambos vestidos com pareôs brancos, coroas de conchas…

Na praia haviam preparado um “altar” de flores e “tapete” de folhas. Os músicos estavam a postos! Emocionante!

Casamento na praia

A gente se encontrou na areia e caminhou com o mestre de cerimônia, os convidados nos cercaram e assistiram àquela cerimônia linda! Para o povo polinésio, casamento é algo realmente precioso, como se fossem uma princesa e um príncipe se unindo para todo o sempre! Foi tudo no idioma local.

Trocamos as alianças e o mestre as abençoou partindo um coco e deixando que aquela água abençoasse nossas mãos. A simbologia é impressionante: aquela água jamais foi tocada e jamais tocou algo a não ser nossas mãos, nossas alianças. Isso é que é água benta (rs).

Casamento pé na areia

Assinamos o certificado, fomos enrolados em um manto que deixou somente nossos rostos para fora, trocaram nossas coroas, e ali, unidos pelo manto, frente a frente, trocamos o primeiro beijo – MARIDO E MULHER!!!

Dançamos um para o outro, dança típica que aprendêramos no Tiki Village, depois, em nossos tronos, recebemos cocktails e as dançarinas celebraram nossa união com dança típica. Foi tudo muito lindo, pra nós que havíamos escolhido aquela cerimônia e certamente pra quem assistiu.

Dança típica polinésia

Pensei na minha mãe, nos meus irmãos, nos meus amigos que não puderam presenciar, mas o mais importante era que tudo aquilo era pra nós, o casal, estávamos felizes, plenos, e isso nos bastava.

Partimos de canoa em direção à lancha que nos levaria para assistir ao por do sol “romântico”(os pilotos eram um show a parte, rimos de doer o abdomen) com canapés maravilhosos de salmão e caviar e brindar nosso casamento com champagne (Möet Brut Imperial).

Passeio de lancha em Bora Bora

E não parou por ai, voltando desse passeio de lancha, fomos para o bangalô trocar as roupas pois um jantar especial nos aguardava no Le Tipanier. Nosso quarto estava ainda mais perfumado e nos aguardava um arranjo enorme de flores em formato de coração! Quantos mimos!!!

Uma mesa com cadeiras que nos diferenciava dos demais, nos aguardava no restaurante. Os funcionários nos saudaram felizes e o jantar estava perfeito: Creminho verde de entrada, carpaccio, filet mignon, lagosta, vinho branco e petit gateau com sorvete de amarula para sobremesa. O chef decousine veio nos saudar assim como outros hóspedes, gente do mundo todo, felizes por tudo o que haviam visto.

jantar no Le Tipanier

Mesmo no dia seguinte ainda recebíamos os cumprimentos. Uma funcionária nos disse que é bastante raro haver cerimônias ali, que é um evento mesmo!!! O hotel parou para celebrar com alegria conosco nossa união. Que lindo!

Como disse, a simbologia do casamento polinésio é a união de príncipe à princesa, um verdadeiro conto de fadas. Tivemos nosso dia especial e vivemos essa sensação todos os dias de nosso convívio, somos muito felizes, nos completamos, temos cumplicidade e fazemos de tudo para que sempre seja assim.

Bangalo Bora Bora

Desejo esse tipo de felicidade a todos os que lerem esse post, e também ao Príncipe William e Caterine, que proporcionaram ao mundo um clima de amor e felicidade nessas últimas semanas, estamos precisando de exemplos assim.

Publicado por Estela Maria em 3 de maio de 2011 às 22:27