Escolhendo a Escola do Seu Filho – Construtivismo

Em continuidade à série de textos Escolhendo a Escola do Seu Filho – Construtivismo, hoje discutiremos sobre o Construtivismo, que tem seu principal autor o francês Jean Piaget, Emília Ferrero.

O construtivismo propõe que o aluno experimente e construa seu próprio conhecimento através de interações com o meio, através dos objetos e das pessoas.

Construtivismo

Existem três palavras chaves quando nos referimos a essa pedagogia:

Ação: O sujeito (criança) experimenta.

Assimilação: Modifica seus experimentos no intuito de verificar possibilidades

Acomodação: Fixação dos esquemas experimentados.

No construtivismo, a base do conhecimento é através de sua construção, ou seja, como o indivíduo faz para chegar ao resultado final. O processo é mais importante que o resultado, pois é nesse processo que ocorre o desenvolvimento global do indivíduo com seu meio. A construção é permanente, uma vez que o mundo está em constante movimento.

Nesta pedagogia, acredita-se que o conhecimento se transforma uma vez que não há “acúmulo de conhecimento” e sim novas interações, esquemas e novos entendimentos sobre esquemas já formados.

Construtivismo

O professor e a escola são canais de problematização, ou seja, devem fornecer ao aluno a oportunidade de experimentação e construção de seus esquemas e aprendizagem. Deve ser uma escola que permita a reflexão e a auto avaliação, portanto, não rígida, respeitando o tempo de aprendizagem de cada indivíduo, a diversidade de interesses, culturas e conhecimentos.

Essa escola deve fomentar a pesquisa, a resolução de problemas, o desenvolvimento de projetos e hipóteses.

As escolas, por conta das pesquisas de Piaget, podem ser divididas em ciclos:

0-2 anos: Fase Sensório Motor – onde o bebê passa a construir esquemas de ação para assimilar o meio. Noções de objeto, espaço e tempo, construídas através de ações, que aos poucos interagem entre si.

Construtivismo

2-7 ou 8 anos: Fase Pré Operatória – Surge na criança a capacidade de substituir o objeto por uma representação, por isso a fase também é conhecida como Fase da Inteligência Simbólica. Atribui símbolos e faz uso de movimentos mais sofisticados e intuições.

8 – 11 anos: Fase Operatório Concreto – Onde a criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, dependendo do mundo concreto para fazer suas conexões e aprendizagem. Percebe a reversibilidade, ou seja, que as ações podem ser desfeitas e refeitas de maneiras, muitas vezes, diferentes.

8 – 14 anos: Fase Operatório Formal – Quando a criança/adolescente é capaz de pensar logicamente, formular hipóteses e buscar soluções sem necessariamente depender apenas da observação da realidade, do concreto, aplicando raciocínio lógico a todas as classes de problemas.

De uma forma geral, a palavra chave é incitar a curiosidade através de experimentos e atividade que levem o aluno a construir seu conhecimento baseado em sua interação com o mundo em que vive e da forma como lhe é mais familiar.

Construtivismo

*Em qualquer das pedagogias expostas, estamos apenas colocando uma ideia geral, pois como já disse, é muito difícil em poucas palavras, explicar toda uma vida de pesquisas e conceitos, mas como sempre de maneira didática, informar aos pais que procuram escola para seus filhos, um pequeno manual para verificar se a escola se encaixa no perfil de seu filho e de sua família.

*Salientamos também que qualquer que seja a escolha, é importante observar o desenvolvimento geral da criança, se ela continua animada e progredindo em um âmbito geral de vida, pois qualquer dificuldade, poderá interferir em seu desenvolvimento pedagógico.

Com relação aos pequenos, é importante verificar acima de tudo, a higiene, praticidade, e segurança do local, porém a escola de educação infantil ou maternal já pode indicar a pedagogia que a criança deverá seguir, oferecendo assim, segurança para seus “primeiros passos” na vida escolar.

Ainda temos muito o que debater, e verifiquem nas postagens anteriores o que já foi comentado.

Publicado por Estela Maria em 20 de agosto de 2014 às 20:55