Exercícios para Controle da Pubalgia

Sofri com pubalgia durante minha gestação. Fui impedida, a partir da metade do 7° mês de continuar a musculação porque mal conseguia sair da cama em alguns dias, os ossos do quadril se afastando, preparando-se para a passagem do bebê, a sensação era que me partiria ao meio, desossada!! Como medicação não era opção pra mim, me mantive ativa com hidroginástica e fiz alguns exercícios para controle da pubalgia, que podem também ser feitos no pós parto, ajudando em uma boa e rápida recuperação.

Púbis Inflamado

Passei meses sentindo ainda os efeitos da pubalgia, mesmo após o parto. No dia a dia, e fazendo exercícios convencionais, mesmo na academia, me sentia super bem, mas foi voltar a correr com frequência, não conseguia engatar 3 treinos na sequencia que lá estava a dor, me lembrando que a lesão ainda não estava curada!

Correr me faz tão bem. É um horário que tenho só pra mim e meus pensamentos. É um horário de muita produção mental, como se o oxigênio demandado na atividade alimentasse todos os neurônios, mesmo aqueles mais “adormecidos” (rs). Por isso no snapchat (estelampereira) enfatizo com frequência a importância da prevenção de lesões de uma forma geral (joelho, cervical, lombar, tornozelo – as mais comuns na corrida) pois uma lesão nos afasta dos treinamentos por um longo período de tempo, sempre a mais do que gostaríamos. Cheguei a deixar a corrida de lado por 2 anos após o nascimento do Arthur.

Quase 3 anos após o parto, não me lembro por qual desafio entre amigos, resolvi arriscar correr novamente. Ah! Que alegria sentir os metros ficando para trás, o vento no rosto, aquele cansaço gostoso e inexplicável que os amantes da corrida adoram sentir. Finalmente estava curada.

Se me sinto livre das obrigações de fazer uma atividade de precaução? De jeito nenhum. Dentro da academia continuo fazendo exercícios que fortaleçam os ligamentos e articulações da região, a fim de não sentir aquela dor que realmente me impede de prosseguir.

A pubalgia não atinge atinge apenas as grávidas, pelo contrário. Atletas amadores e profissionais de vários esportes sofrem desse mal, especialmente jogadores de futebol (Kaká é um dos famosos com essa lesão) e tênis, onde há movimentos com muita mudança de direção e solicitação da região do quadril em “movimento de rotação”

Fiz o vídeo em casa mesmo, aliás, na minha mãe, foi proposital! Ali, no meio da sala, coloquei a cadeira de lado, a bolsa do Arthur também está ali, e por sorte a Mira não passou na frente (rs). Não precisa de mais nada a não ser disposição, nem a roupa de ginástica precisaria, mas para ver melhor os movimentos, preferi.

Para não ficar tão extenso, gravei unilateral, mas deve feito com ambos os lados antes de partir para o próximo exercício. Se precisar, descanse! Caso contrário, faça em forma de circuito. 3 passagens são suficientes, de 2 a 3 vezes na semana, em dias alternados, ou seja, com ao menos um dia de descanso.

Se você sofre ou quer evitar sofrer desse problema, esse vídeo é pra você.

Publicado por Estela Maria em 30 de maio de 2016 às 21:00