Fernando de Noronha

Sonho da maioria dos brasileiros, e de muitos viajantes pelo mundo afora, Fernando de Noronha é realmente um lugar lindo de viver. Foi nesse cenário maravilhoso que tomamos a decisão que mudaria nossas vidas para sempre. Talvez, embevecidos por toda aquela beleza, percebemos que não precisávamos esperar mais nada.


Nosso aniversário de casamento é dia 18/07. Como já disse anteriormente, coisas foram suprimidas esse ano por conta da ex-parceira do meu marido (hernia de disco), não tinha clima para comemorarmos a três… (rs). Agora que ela se foi, nos demos esse presente: Plena terça feira chuvosa, quem tem esse privilégio?

Fomos a um excelente bar em Santo André, o Bar Figueiras, pedimos um “Filet Mignon ao 4 queijos no rechaut” e alguns chopps Brahma Black. Simplesmente maravilhoso. O filet estava no ponto, macio e a “cobertura” (pq aquilo não era um molho) perfeita, sendo fácil distinguir os queijos ali servidos, com uma textura ótima, sem ser gorduroso ou enjoativo. O chopps cremoso, pedido perfeito. Nota 10!

O começo do nosso relacionamento foi um tanto quanto conturbado, mas isso não nos impediu de iniciarmos uma jornada de viagens uma melhor que a outra. Cada destino com sua particularidade, lugares que aproveitamos tudo o que esteve ao nosso alcance.

Uma das mais marcantes, sem dúvida, foi à Fernando de Noronha. Naquele momento parecia ousadia, mas decidimos arriscar. Fechamos um pacote a partir de Recife pois no retorno, o Elliot continuaria sozinho mais um trecho pelo nordeste.

Fomos em setembro de 2006. Chegar naquela ilha, sonho de muitos brasileiros foi algo sublime. Ficamos hospedados na Pousada Fortaleza.

No primeiro dia fomos pra lá do porto depois descemos até a Praia do Cachorro e fomos caminhando, a pé mesmo, curtindo todas elas: Meio, Conceição, Boldró, Cacimba do Padre, aproveitando o sol, por vezes parando para dar um mergulho em meio a inúmeros peixes e até golfinhos, aproveitando a paisagem. O final da tarde era no imperdível Boldró para assistir ao por do sol ao lado das curiosas mubuias, o que foi uma constante em nossa estadia em Noronha.

No dia seguinte visitamos a Baia dos Porcos, que lugar maravilhoso!!! A vista de pertinho e por vários ângulos do Morro Dois Irmãos é algo que não se dá pra descrever!!! Por um caminho entre as rochas, chega-se à Praia do Sancho, que foi considerada por vezes a mais linda do Brasil, e onde os Golfinhos Rotadores, típicos da região, fazem uma verdadeira apresentação de balet.

Mergulhar naquele paraíso chega a ser clichê: inúmeros peixes, corais, arraias e tartarugas, em um mar de visibilidade até 20m, parecia mesmo um aquário. A tarde, curtimos ali no porto mesmo, onde tem um naufrágio bem raso (que medo!), o qual alguns disseram que o capitão do navio ficou tão maravilhado ao chegar em Noronha, que resolveu afundá-lo ali mesmo para não ter que sair de lá!

 O lado do mar de fora contempla as praias do Leão e do Sueste, e também o Atalaia, o qual não tivemos oportunidade de conhecer por uma questão de logística: neste lugar tem que haver uma programação para os bugues, conforme a tábua de marés, e as “vagas” são limitadas. Sueste nos surpreendeu com sua quantidade imensa de vida marinha.

Noronha pra mim foi daqueles lugares que nos dá vontade de voltar, os dias passam lentos, como deveria ser, as pessoas levam uma vida simples, tudo é limpo e organizado, as pessoas tem emprego, não há trânsito. Aquela taxa que pagamos para entrarmos na ilha é uma das poucas taxas (nem lembro de outra) onde percebemos o dinheiro sendo bem aplicado.

Resolvi contar essa viagem neste momento, no dia em que saímos para comemorar atrasado nosso aniversário de casamento para contar uma outra situação importante que aconteceu em setembro de 2006, nessa viagem – Em meio a toda essa natureza, o Elliot me pediu em casamento, isso mesmo CASAMENTO, sem alianças nos dedos, talvez até mesmo empolgado por toda aquela beleza, meio sem pensar. E eu, na mesma empolgação aceitei, não tinha como ser diferente, ali era o cenário perfeito, e eu senti uma paz, a certeza que aquilo tinha tudo para dar certo, pois como aprendi bem depois em uma frase de Gandhi “A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos sua ganância”.

 

Se o noivado foi num cenário desses, mal sabíamos o que o destino nos preparava para o casamento…

Publicado por Estela Maria em 22 de setembro de 2010 às 03:07