Para que serve o dinheiro?

Estamos enfrentando uma boa crise financeira, sem ser pessimista, mas acredito ser a pior desde o início do plano Real.
Juros altos, dívida pública alta, as pessoas não compram e mesmo assim a inflação sobe! Cada vez mais sentimos o bolso esvaziar. Uma paradinha no mercado e não se gasta menos que R$ 100,00 divididos em 2 sacolas semi cheias.
Mas para que tudo isso?
Para que serve o dinheiro?
A pergunta parece sem fundamento? Deixe-me explicar melhor.
Claro que o dinheiro serve para comprarmos coisas e pagarmos por aquilo que precisamos e queremos. E é nesse ponto que eu quero que você faça uma reflexão.
Em tempos de crise, a palavra de ordem é economia. Se ganhar mais não é uma opção no momento, ao menos gastar menos tem que ser lei. E por onde começar, se tudo é importante?
Primeiro, precisamos ter bem claro o que realmente precisamos, diferenciando do que queremos. E esse pensamento não deve ser somente agora, em tempos de crise. Na verdade esse é um pensamento de pessoas que alcançaram a prosperidade e o sucesso no campo financeiro.
Quando iniciei meu processo de auto coaching financeiro (eu nem sabia que era esse o nome) lá em 2006, conversando com um aluno na academia onde trabalhava, falamos sobre investimentos. O aluno, jovem e solteiro, tinha um carro de luxo vermelho Schumacher (quem tem mais de 30 vai saber…).
Pagava seguro alto, IPVA, e em qualquer parada na concessionária para a revisão deixava uma pequena fortuna. Aos poucos, a novidade de passear com um carro vermelho pelas ruas de São Paulo, deixou de ter graça, pois passava mais tempo parado que andando. Estressava-se ao ver no retrovisor as motos vindo rápidas pelo corredor, só de imaginar um guidão arranhando sua pintura. Deixar o carro no lava rápido ou com manobristas também lhe causava arrepios, imaginando o custo em seu pequeno e caro “brinquedo”.
Aquilo foi o gatilho para que ele tomasse uma excelente decisão na vida. Trocou o carro de luxo por um outro popular, zero quilometro, confortável, com todos os acessórios e passou a gastar menos da metade do valor que gastava por mês. Na troca, ainda embolsou a diferença. Investiu.
Ele foi bem sucedido pois gerou economia mês após mês, deixando de gastar, sem abrir mão do conforto de ter um carro, porém percebeu que aquele carro não era para ele. Não naquele momento, mesmo podendo arcar com todas as despesas que o carro oferecia. Ele simplesmente queria um carro de luxo, mas percebeu que não precisava.
Muitas vezes temos esse apego perigoso com coisas em nossa vida financeira que podem nos levar a pequenas derrotas diárias, e que nem percebemos e continuamos naquilo que chamamos no coaching e corrida dos ratos: Você parece se esforçar mas a bagunça é tanta que não sai do lugar.
Retomando a pergunta, para que serve o dinheiro, o dinheiro tem que servir você e não o contrário!
O dinheiro tem que ser querido e bem vindo (sempre é né?), mas ele tem que se sentir bem, e ficar. Aquele que é maltratado não retorna a tua casa. Quem não se sente bem, vai embora rápido. Você deve assumir o controle nessa relação (lembra aqui, finanças é sua relação com o dinheiro) cuidar bem dele e fazê-lo ficar.
Pega lá seu orçamento. Se ainda não fez, encontre nesse post como iniciar um modelo de controle. Reflita em cada item o que você quer  e o que você precisa. Não é errado querer, mas em qualquer campo na vida, não se pode querer tudo. imagine no campo financeiro.
Tome agora uma decisão acertada em rumo a sua prosperidade financeira. Não é fácil desapegar daquela assinatura de revista que você tem faz 10 anos, mas só folheia quando chega, e depois, enfeita seu banheiro, mas uma atitude como essa pode trazer a força e o controle da situação, e assim, te dar coragem para agir em outros campos de sua vida financeira.
Sabe, meu dinheiro serve para eu usar no lazer com minha família e amigos, sair para jantar fora com uma frequência razoável, viajar 2 a 3 vezes ao ano. Essas são as coisas que mais gosto de fazer. Por inteligência financeira, hoje é uma realidade para mim. Pago minhas contas de alimentação, moradia, estudo e transporte. Cuido de minha saúde e aparência. Invisto para fazer meu dinheiro crescer, pensando no conforto do futuro, mas não deixo d
e curtir o presente.
Essa realidade está disponível a quem quiser, independente do salário. Para alguns, pode demorar a acontecer, isso nem sempre foi assim comigo, mas o mais importante é dar o primeiro passo, manter-se firme e focado, com o dinheiro abaixo de você e não sobre você.

Publicado por Estela Maria em 28 de julho de 2015 às 23:02